IAPAR

15/01/2008

IAPAR lança nova cultivar de maçã para climas quentes durante reunião da Escola de Governo

A variedade Julieta destaca-se pela menor exigência de horas de frio durante o seu desenvolvimento, quando comparada com as variedades de maçã de clima temperado que predominam no mercado.
O Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) desenvolveu uma nova variedade de maçã mais adaptada às regiões de climas quentes. A variedade Julieta destaca-se pela menor exigência de horas de frio durante o seu desenvolvimento, quando comparada com as variedades de maçã de clima temperado que predominam no mercado. Essa nova cultivar foi lançada pelo secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini, e pelo diretor-presidente do IAPAR, José Augusto Picheth, durante a Escola de Governo desta terça-feira (15). Esta é a segunda desenvolvida pelo IAPAR para se adaptar a climas subtropicais. Em 1999, o Instituto desenvolveu a variedade de maçã Eva, também indicada para regiões de climas mais quentes. Atualmente é plantada até no estado da Bahia, disse Picheth.
A variedade Julieta é adaptada para plantio nas regiões centro-norte e sul do Paraná, em propriedades onde o inverno não oferece frio suficiente para viabilizar a produção. Em avaliações da pesquisa, também vem apresentando bom desempenho nas regiões sul e sudeste do País, em áreas com essas mesmas condições de horas frias.

Segundo Bianchini, o desenvolvimento dessa cultivar representa uma oportunidade para se levar o plantio de maçã, antes restrita à região Sul do Estado e nas áreas de média e grande propriedade, para as pequenas propriedades em outras regiões. “Com isso a produção de maçã no Paraná que é de 20 mil toneladas por ano pode dobrar para 40 mil toneladas por ano. O número de produtores que hoje são pouco mais de 100 em todo o Estado também poderá dobrar”, destacou.

Para o secretário, o IAPAR vem prestando um excelente serviço à fruticultura paranaense com o lançamento de mais de 20 espécies de frutas adaptadas ao clima e solo do Paraná. Citou o desempenho do programa de citricultura, no Noroeste do Estado. Graças ao desenvolvimento, pelo IAPAR, de variedades ao clima da região o Estado se tornou exportador de suco de laranja.
Segundo o presidente do IAPAR, a variedade Julieta já está preparada para as mudanças climáticas e de aumento da temperatura previstas para o planeta. Além da preocupação com o clima, o IAPAR vem desenvolvendo também variedades que possibilitem o enriquecimento nutricional da produção.

VARIEDADE JULIETA - O pesquisador Roberto Hauagge, que trabalhou no desenvolvimento da variedade de maçã, destacou o potencial de produção da fruta. A produtividade pode superar 35 toneladas por hectare, acima da variedade Gala, mais consumida no mercado cuja produtividade varia de 28 a 32 toneladas por hectare. Outra vantagem apontada pelo pesquisador para a variedade Julieta é que é mais resistente à incidência de pragas e doenças e por isso não é tão exigente de defensivos e insumos agrícolas como as variedades de clima temperado.

O pesquisador destacou ainda que a maçã Julieta tem bom aspecto comercial, sabor doce, levemente acidulado e apresenta a vantagem de entrar para o mercado entre os meses de novembro a janeiro, período que antecede a entrada das demais variedades de maçãs no mercado que ocorre a partir de fevereiro. Também é mais precoce em cerca de 14 dias em relação à variedade Eva.

Hauagge explicou que a principal finalidade da cultivar Julieta é servir de polinizadora para a variedade Eva, que tem a mesma característica de baixa necessidade de horas frias para a quebra de dormência necessária ao florescimento e frutificação. Graças à menor exigência em frio, atualmente a variedade Eva está disseminada em zonas produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e até Bahia.

A variedade de maçã Julieta exige acúmulo de 300 a 450 horas de frio abaixo de sete graus para a quebra natural de dormência. Para se ter uma idéia, a variedade Gala, das mais plantadas na região Sul do País, necessita de 1.200 horas de frio.

Fonte: IAPAR - Assessoria de Imprensa e Agência de Notícias

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Para o secretário Valter Bianchini, a variedade de maçã Juliena permitirá que a produção de maçã no Paraná, que é de 20 mil toneladas por ano, possa dobrar para 40 mil toneladas por ano.

Além da preocupação com o clima, o IAPAR vem desenvolvendo também variedades que possibilitem o enriquecimento nutricional da produção.

O pesquisador Roberto Hauagge destacou ainda que a maçã Julieta tem bom aspecto comercial, sabor doce, levemente acidulado e apresenta a vantagem de entrar para o mercado entre os meses de novembro a janeiro, período que antecede a entrada das demais variedades de maçãs no mercado que ocorre a partir de fevereiro.

Maça da variedade Julieta, desenvolvida pelo Instituto Agronômico do Paraná - IAPAR - foi lançada nesta terça-feira (15/01) durante reunião da Escola de Governo em Curitiba, PR
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