Instituto Agronômico do Paraná
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Previsão do tempo

Déficit e excesso hídrico no solo:

Valores negativos representam déficit hídrico e indicam a quantidade de água necessária para repor a umidade do solo na capacidade de campo;

Valores positivos representam excesso hídrico e indicam a quantidade de água a ser drenada para que a umidade do solo atinja a capacidade de campo;

Capacidade de campo corresponde à condição do solo com armazenamento máximo de água disponível.

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Análise Agroclimática das Regiões Cafeeiras

MAPAS EQUIPE TÉCNICA


Atualização: Junho de 2008

O quadro a seguir mostra os intervalos de precipitação ocorrida na região cafeeira paranaense, em comparação com a média histórica.


Chuvas na região cafeeira (mm/mês)

 Mês  Ocorrida  Média Histórica
   Janeiro/2008  50 a 160  120 a 210
   Fevereiro/2008  50 a 200  100 a 200
   Março/2008  40 a 160  75 a 175
   Abril/2008  40 a 160  75 a 150
   Maio/2008  40 a 160  75 a 175


As chuvas ocorridas em 2008 foram mal distribuídas, com predominância de valores abaixo da média nos meses de janeiro, fevereiro, março e maio. Entre abril e maio ocorreu um veranico de 20 a 30 dias sem chuvas, com temperaturas elevadas que contribuíram para acelerar a maturação.


Situação das lavouras de café na região de Londrina


Lavoura adensada cultivar IAPAR 59 (resistente à ferrugem)

            Com alta produção em 2008 - 10% de incidência de cercóspora, 10% de bicho mineiro. Crescimento de 8 nós por   ramo no ano agrícola. Apresenta 20% de desfolha nos ramos produtivos.

            Com baixa produção em 2008 - 5% de cercóspora, 5% de bicho mineiro. Crescimento de 10 nós do ramo produtivo no ano agrícola. Apresenta 25% de desfolha nos ramos produtivos.


  Lavoura mecanizada suscetível à ferrugem

            Com alta produção em 2008 - 90% de ferrugem, 5% de cercosporiose, 5% de bicho mineiro. Crescimento de 8 nós por ramo no ano agrícola. Apresenta 40% de desfolha nos ramos produtivos.

            Com baixa produção em 2008 - 80% de ferrugem, 5% de cercosporiose, 5% de bicho mineiro. Crescimento de 9 nós no ano agrícola. Apresenta 20% de desfolha nos ramos produtivos.


  Lavoura tradicional plantada no espaçamento 4 x 4 m

            Com alta produção em 2008 - 70% de incidência de ferrugem, 5% de cercóspora, 6% de bicho mineiro. Crescimento de 6 nós por ramo no ano agrícola. Apresenta 30% de desfolha nos ramos produtivos.

            Com baixa produção em 2008 - 60% de ferrugem, 5% de cercóspora, 5% de bicho mineiro. Crescimento de 8 nós por ramo no ano agrícola. Apresenta 20% de desfolha nos ramos produtivos.


  Observações Gerais

            Ferrugem - O nível de infecção está em torno de 60 a 90% nas lavouras suscetíveis não controladas. A desfolha do ramo do ano é de 20 a 40%.

            Cercóspora - A incidência ainda é muito baixa, cerca de 5 a 10%.

            Bicho mineiro - O ataque é muito variável com a região, variando de 5 a 20%, sendo mais intenso nas regiões de temperatura mais elevada, ao longo do vale do Paranapanema e região Noroeste.

            Broca – O ataque é baixo para os cafeicultores que fizerem o repasse da colheita e controle químico em dezembro.

            Fenologia – Os ramos produtivos da próxima safra já estão com 6 a 10 pares de folhas. Ocorreram três floradas principais, sendo as de 7 de setembro e 6 de outubro as mais expressivas. A colheita já teve início nas regiões de temperaturas mais elevadas no estado.
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