Forrageiras

 Líder do Programa: Diretoria Técnico-Científica

O Que Faz

O Programa Forrageiras aglutina pesquisas visando em especial a alimentação adequada de animais para obtenção de máxima produção, concentrando esforços em propostas direcionadas ao melhoramento da produção e qualidade das forragens em sistemas integrados de produção, com ênfase à superação da escassez de pastagens em períodos críticos para alimentação de rebanhos, através das seguintes ações:

* Melhoramento da produção e da qualidade das forragens em sistemas integrados de produção;
* Avaliação de plantas forrageiras e métodos de utilização de pastagens para o Primeiro Planalto do Paraná.
* Avaliação de aveia no Estado do Paraná.
* Estudos de recuperação de áreas de pastagens na região Noroeste do Estado do Paraná.
* Efeito de níveis de nitrogênio sobre a produção da pastagem de Panicum maximum (K-249), avaliada sob pastejo rotativo.
* Produção de semente genética de linhagens e cultivares de cevada e aveia.
* Integração lavoura-pecuária como alternativa de diversificação em propriedades agrícolas do Paraná.
* Plantas daninhas das pastagens do Paraná.

Resultados

Manejo da fertilidade do solo para produção de alfafa: A produtividade de alfafa na região dos Campos Gerais da Lapa está estreitamente relacionada ao uso de fertilizantes. A produtividade dessa leguminosa teve seu rendimento máximo com aplicação de 110 kg/ha de P2O5 e 880 kg/há de K2O;
Na região dos Campos gerais da Lapa a avaliação de materiais forrageiros do grupo Cynodon tem indicado o Tiffon 85, é aquele que mais se destacou com relação à quantidade e qualidade de forragem produzida. O desempenho de novilhas da raça holandesa sob pastejo em hermátria, setária, brizantão e Coastcross-1, quando se avalia ganho de peso diário, foi superior com o pastejo sob a última gramínea.
Integração lavoura/pecuária: A área de pastagens na região Noroeste do Paraná, abrange 3,2 milhões de ha, onde o IAPAR vem gerando as bases tecnológicas da agricultura e pecuária na região para o programa de estado "Arenito Nova Fronteira", que em 2003 permitiu ao Governo do Estado o aporte de 230 milhões de reais para financiamento. As atividades do IAPAR, além dos trabalhos de pesquisa com as diversas culturas de verão e inverno, pastagens perenes em áreas recuperadas, têm como enfoque principal a sustentabilidade econômica e ambiental do processo de integração lavoura e pecuária sob sistema de plantio direto na palha. As bases para pesquisa, treinamento e difusão de tecnologia estão estrategicamente localizadas em Umuarama, Cianorte (Cocamar) e Santa Isabel do Ivaí.
Avaliação de cultivares de aveia para pastejo e produção de palhada para plantio direto: A cultivar de aveia preta Iapar 61, de ciclo longo, é sem dúvida nenhuma uma das grandes contribuições aos produtores de leite, de corte e também àqueles que praticam apenas agricultura, pois a característica de alta produção de matéria seca e distribuição uniforme no período de utilização, a torna um material essencial em qualquer propriedade agropecuária, seja como forragem ou apenas como massa para palhada. Essas características a tornaram conhecida fora do Paraná (RS, SC, MS, SP, e outros), no Paraguai e nos EUA. Embora tenha sido lançada na década de 90, ainda se mantém nas primeiras colocações nas avaliações dos ensaios regional e brasileiro.
Avaliação de cultivares de aveias graníferas: Nos últimos dez anos, o Brasil deixou de ser tradicional importador de aveia atingindo a sua auto-suficiência na produção deste importante cereal. O IAPAR, através de parceria com outras instituições, contribuiu para o desenvolvimento e recomendação de novas cultivares melhores adaptadas às nossas condições, fazendo do Paraná o maior estado produtor do país.
Avaliação de ecotipos de Panicum maximum (capim colonião): Através de trabalhos conduzidos aqui no Paraná, em parceria com a EMBRAPA, o IAPAR gerou resultados e produziu sementes básicas que embasaram e possibilitaram, por parte da EMBRAPA, a recomendação e o lançamento nacional do capim Mombaça, que atualmente é uma das cultivares de Panicum mais plantadas pelos pecuaristas. Também desse trabalho, um outro material se destacou aqui no Paraná, sendo denominado de IPR 86 Milênio e cujo lançamento está previsto para o próximo ano.
Manejo e utilização de Pastagens: podemos destacar o trabalho realizado na Estação Experimental de Paranavaí com o IPR-86 -CAPIM - MILÊNIO (Panicum maximum cv. Milênio) : O acesso BRA - 006998 de Panicum Maximum Jacq. (número ORSTOM K249), originário da África (Nairobi, Quênia), foi coletado em 1967 pelos pesquisadores do ORSTOM (Institut Français de Recherche Scientifique pour Developpement em Coopération). O IAPAR em convênio com a EMBRAPA (Gado de Corte) avaliou, inicialmente em 1991, 25 acessos para as condições do Noroeste do Paraná e selecionou o acesso BRA - 006998 dentre aqueles mais promissores, em face de sua elevada produção de forragem e de seu bom valor nutritivo. Posteriormente, em 1998, teve início a avaliação com desempenho animal em pastejo neste material. As produções totais estimadas de matéria seca por hectare em 200 dias nas doses de 0, 150, 300 e 450 kg de N/ha/ano foram 4.224, 15.336, 23.006 e 28.227 kg de MS/ha/200 dias, respestivamente. Isso confirma o potencial que o capim-Milênio apresenta, quando adubado, para a produção de forragem, possibilitando taxa de lotação de até 12 novilhos/ hectare, com ganhos de peso de até 1700 kg de peso vivo/há, para a maior dose de nitrogênio, no período de crescimento do pasto= 200 dias/ano.
Livro "Forrageiras para o Paraná": através de iniciativa do IAPAR, entidades que trabalham com forrageiras no estado se uniram e criaram a Comissão Paranaense de Avaliação de Forrageiras - CPAF e, dentre vários trabalhos desenvolvidos, destaca-se a edição do livro "Forrageiras para o Paraná", cujo conteúdo trás informações técnicas sobre as principais plantas forrageiras para o estado, servindo de orientação principalmente para técnicos, professores, estudantes e produtores.
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