VISITA TÉCNICA

27/06/2019

IAPAR de Xambrê realiza visita técnica para lideranças

test(27/06/19) A Estação Experimental do Instituto Agronômico do Paraná em Xambrê promoveu na terça (25) visita técnica com o tema A Mandioca na Integração Lavoura-Pecuária (ILP) no Arenito. O evento contou com a presença de aproximadamente 70 pessoas, principalmente de lideranças de entidades públicas e privadas vinculadas ao setor, como Sindicato Rural de Umuarama, Cocamar, C-Vale, núcleo regional da  Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB), Embrapa e Associação Técnica das Indústrias de Mandioca (Atimop). A assessora da diretoria de pesquisa do IAPAR, Vania Cirino, e os pesquisadores Sérgio Alves e Wilmar Lima, além do técnico agrícola Ronaldo Rossetto, contribuíram com o evento.

O pesquisador Wilmar Lima falou na visista sobre o projeto de melhoramento genético de mandioca realizado pelo IAPAR. Ele explicou que estão em testes novas cultivares para plantio direto. “Nesse sistema ILP vislumbra-se a sustentabilidade do sistema e isso inclui o plantio direto. Nossa previsão é que a partir de 2021 começaremos a lançar novas cultivares de mandioca de mesa e de indústria todos os anos”, explica Lima. O pesquisador também afirmou que os experimentos estão sendo conduzidos na Estação do IAPAR em Xambrê em uma área em testes há oito anos. “O resultado, por enquanto, foi muito bom porque a mandioca se desenvolveu muito bem e o controle de plantas daninhas foi excelente. Também não houve erosão. Demonstrou que a cultura mandioca em um sistema de integração lavoura-pecuária adequado (com construção da fertilidade) se dá muito bem”, acrescenta.

INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA - Os experimentos no sistema ILP estão sendo realizados pelo pesquisador Sérgio Alves há 23 anos, oito apenas no IAPAR em Xambrê. “Eu tinha experimentos combinando soja e pastagem. O que a gente fez foi inserir a mandioca nesse ciclo”, explica Alves. De acordo com ele, o trabalho é realizado a partir da sucessão de pastagem, soja e mandioca, na qual cada um deles tem um papel diferente. A pastagem é responsável por aumentar a sustentabilidade ao sistema. É o principal componente porque é perene, tem sistema radicular profundo, e coloca carbono no sistema. Já a soja fixa nitrogênio e ajuda a diminuir a quantidade de plantas daninhas para a cultura que vem depois. Dessa forma, a mandioca, que vem depois da sucessão soja-pasto-soja, pode ter maior produtividade, menos plantas daninha e ainda sem erosão. “Nós do IAPAR chamamos as lideranças e produtores rurais para mostrar uma proposta técnica em desenvolvimento que pode aumentar a rentabilidade e a sustentabilidade da produção de mandioca no arenito”, salienta Alves.

Ainda de acordo com Alves, os resultados fazem parte de um esforço de pesquisa de mais de 30 anos do IAPAR que quebra diversos paradigmas. “Mostramos que é possível calcário e gesso em superfície sem incorporar, plantio direto desde o começo, fazer a sucessão de soja e pasto em períodos curtos sem diminuir a produtividade da soja, pelo contrário, só aumentar, e ainda plantar a brachiária em fevereiro/março, depois da soja, o que geralmente acontecia em setembro/outubro. A gente também tem conseguido abater os animais com menos de dois anos de idade criados a pasto”, ressalta o pesquisador.

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