IAPAR

07/05/2019

IAPAR participa de debate sobre futuro da pesquisa agropecuária

IAPAR participa de debate sobre futuro da pesquisa(07/05/2019) O pesquisador Tiago Pelini e o diretor de pesquisa do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), Rafael Fuentes, participaram nesta segunda-feira (7) do debate “O futuro da pesquisa agropecuária no Paraná: que rumo tomaremos?”, que fez parte da XLI Ciclo de Atualização em Ciências Agrárias, promovido pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Curitiba. Além de alunos e professores dos cursos de Ciências Agrárias, estiveram presentes no encontro membros da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), profissionais do setor e funcionários do IAPAR.

O ex-presidente e fundador da Embrapa Eliseu Roberto de Andrade Alves abriu os debates defendendo a importância da área de comunicação para a pesquisa agrícola. “A Embrapa foi e é bem sucedida, principalmente, pelo trabalho da área de comunicação”, defendeu Andrade. Ele disse também que a comunicação tem um papel estratégico porque mostra para a sociedade em geral como o recurso investido em pesquisa volta para a sociedade.

O professor Edelclaiton Daros da UFPR também disse que as universidades precisam melhorar a comunicação com a sociedade porque há muitos questionamentos sobre a eficácia dos recursos investidos nas universidades. O professor defendeu a importância das instituições de ensino para a pesquisa agrícola mostrando o trabalho com cana-de-açúcar e sugeriu uma maior integração com os institutos de pesquisa. “As universidades estaduais do Paraná reúnem excelentes pesquisadores que poderiam auxiliar as instituições de pesquisas sem a necessidade de fusão entre pesquisa e extensão”, defendeu o professor.

O pesquisador Tiago Pelini também não concorda com a proposta de incorporação entre IAPAR, Emater, Codapar e CPRA. Para Pelini é preciso ampliar o debate com os pesquisadores do IAPAR sobre os possíveis rumos da nova instituição que se pretende criar. “As experiências de Santa Catarina e Goiás mostram que a pesquisa sumiu depois da fusão. Ficou apenas a experimentação. Isso seria péssimo para o Paraná”, afirmou o pesquisador. Ele também disse que as economias com redução de gastos não justificam mudanças na estruturação organizacional do IAPAR.

O diretor de pesquisa do IAPAR, Rafael Fuentes, contra-argumentou as colocações de Pelini. Fuentes ressaltou que foram criadas comissões com ampla participação de funcionários do IAPAR, seja por meio de sindicatos ou escolhidos pelos próprios colaboradores. O diretor também disse que os estudos técnicos sobre o melhor formato para o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) estão em curso para absorver o que deu certo em outros estados e não descaracterizar a pesquisa agrícola paranaense. Para Fuentes, é imprescindível pensar em mudanças nas entidades agrícolas do estado. “Com o reduzido número de colaboradores que temos, mal conseguimos manter o IAPAR por mais três anos”, destacou ele.

O professor da UFPR Cezar Pasqualin defendeu um maior debate com a comunidade acadêmica e colocou-se contrário às mudanças no Seagri. Contudo, o também professor da UFPR Eugênio Stefanelo, que já foi secretário de Agricultura do Paraná, rebateu os argumentos dizendo que a sociedade civil organizada, como entidades ligadas aos produtores rurais, anseiam por mudanças profundas no Seagri.

O diretor geral da Seab, Rubens Niederheitmann, e o assessor técnico da SEAB, Paulo Meira, também defenderam mudanças no Seagri. “Estamos ouvindo os diversos setores da sociedade, inclusive os agricultores, sobre o projeto de reestruturação”, ressaltou o diretor geral. “Apenas começamos as discussões com a comunidade técnica, acadêmica e interna. Por enquanto, não há nada definido”, lembrou Meira.

Ao final do evento, o professor da UFPR Luiz Antonio Lucchesi leu a Carta de Curitiba, documento elaborado pela organização do evento. No texto, eles defenderam, entre outros, que seja mantida a integridade do IAPAR na nova estrutura organizacional e que o estado do Paraná busque recursos federais e com outros potenciais financiadores para manter a pesquisa estadual.


Serviço de Imprensa do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR)
Jornalista Lucas V. de Araujo ( MTb 4037)
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