SHOW RURAL

04/02/2019

Show Rural: IAPAR mostra técnicas para identificação, prevenção e controle da estria bacteriana do milho

Show Rural: IAPAR mostra técnicas para identificação, prevenção e controle da estria bacteriana do milho(04/02/2019) Modos de disseminação, sintomas, potencial de danos às plantas, medidas de prevenção e controle. Essas e outras dúvidas a respeito da estria bacteriana do milho são explicadas em detalhes pelos pesquisadores do IAPAR durante o Show Rural.

Causada por uma bactéria, a doença foi detectada pela primeira vez no Brasil em lavouras da segunda safra de 2018 no Oeste do Paraná. Pouco depois, houve também registros nas regiões Centro-Oeste e Norte do Estado. Em cultivares mais suscetíveis, a estria bacteriana do milho pode comprometer mais de 50% da produtividade, esclarece o pesquisador Adriano de Paiva Custódio.

Na safra atual, a estria bacteriana vem sendo detectada em novos municípios das mesmas regiões paranaenses, de acordo com o fitopatologista Rui Pereira Leite, do IAPAR.

DESCOBERTA – Sintomas da estria bacteriana vinham sendo observados desde 2016 em áreas experimentais do Centro de Pesquisa Agrícola da Cooperativa Agropecuária Consolata (Copacol), em Cafelândia. Mas eram pouco frequentes e os técnicos julgaram tratar-se de uma doença secundária.

O problema aumentou de intensidade na segunda safra do ano passado, e os técnicos da região encaminharam amostras de plantas infectadas ao laboratório de bacteriologia do IAPAR, em Londrina, que confirmou tratar-se da estria causada pela bactéria Xanthomonas vasicola pv. vasculorum.

Por ser a primeira constatação no Brasil, o IAPAR imediatamente notificou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a ocorrência de uma nova doença em lavouras de milho no Paraná, como determina a legislação.

DISSEMINAÇÃO – A bactéria causadora da estria bacteriana do milho pode se propagar nas lavouras por meio da chuva, vento, água de irrigação e equipamentos como tratores, implementos, colhedoras e caminhões, explica Rui Pereira Leite.

Também pode sobreviver de uma safra para outra na palhada e restos de culturas, ou mesmo em outras plantas hospedeiras, invasoras ou cultivadas – espécies como arroz e aveia também são suscetíveis.

Uso de sementes de boa qualidade e de cultivares menos suscetíveis, desinfestação de equipamentos, rotação de cultivos e destruição de restos de cultura são as principais práticas de controle. Ainda não há produtos químicos testados para o controle da doença.

IAPAR e empresas produtoras de sementes estão testando a resistência à bactéria dos principais híbridos disponíveis no mercado. Também estão em avaliação produtos químicos que possam ter efeito contra a doença. Os resultados preliminares estão sendo apresentados no Show Rural.


Serviço de Imprensa do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR)
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