DESTAQUE NA IMPRENSA

05/06/2018

"Vigilantes do Amanhã" é destaque no Dia do Meio Ambiente

“Vigilantes do Amanhã” é destaque no Dia do Meio Ambiente(05/06/2018) Projeto cooperado entre IAPAR, Núcleo Regional de Educação e Folha de Londrina é o tema da página “Folha Cidadania” desta terça feira (05), comemorativa ao Dia Mundial do Meio Ambiente, que mostra uma das visitas de estudantes do 7º ano de escola estadual da região ao IAPAR, para uma vivência sobre a importância da conservação dos recursos naturais e os perigos da erosão do solo. Estudantes de 12 escolas participarão de um concurso de fotos e textos sobre o tema, cuja premiação acontecerá no evento do 46º aniversário do IAPAR, no dia 29 de junho pela manhã.

A importância do solo

De forma a despertar a consciência sobre cuidados com o solo, Iapar deu início ao concurso "De Olho no Solo", como parte do Programa "Vigilantes do Amanhã"

Fotos: Gustavo Carneiro

Dia 5 de junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente, instituído em 1972 pela ONU (Organização das Nações Unidas) durante a Conferência sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, na Suécia. O objetivo principal da data é chamar a atenção da população para os problemas ambientais e promover atividades de proteção e preservação dos recursos naturais que, hoje, já sabe-se que não são inesgotáveis. Dentre eles, os cuidados com água, a vegetação e o ar são mencionados com frequência. Porém, tão importante quanto é a atenção com o solo, recurso imprescindível para manutenção da vida humana, sobretudo na questão alimentar. Tanto é que a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) realiza constantemente campanhas para manter a saúde do solo, componente fundamental dos ecossistemas e dos ciclos naturais do planeta, além de ser suporte do sistema agrícola.

O Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), fundado há 40 anos, também trabalha com pesquisas para aumentar a produtividade do agronegócio, bem como o manejo para conservação do solo. De forma a despertar a consciência sobre o tema desde a infância, o instituto deu início ao concurso "De Olho no Solo", como parte do Programa "Vigilantes do Amanhã", projeto realizado em parceria com NRE (Núcleo Regional de Educação) de Londrina e projeto Folha Cidadania, do Grupo Folha de Comunicação. Lançado oficialmente durante o Seminário de Agroinovação da Expo Londrina 2018, o projeto vai beneficiar estudantes de quinta série de escolas municipais de Londrina, Cambé, Ibiporã e Assaí, com o objetivo de incentivar o conhecimento e expressividade sobre temas relacionados à defesa e proteção do meio ambiente e, consequentemente, dos recursos naturais.

Nesta primeira edição, além da visita à instituição, os alunos poderão participar do "De Olho no Solo", concurso de fotografias que devem ser acompanhadas de textos legendas. "Tudo começa pela visita à sede do Iapar, em Londrina, onde os alunos recebem informações sobre o solo e clima, especialmente pelo viés das mudanças climáticas e da erosão do solo urbano e rural", explica Ligia Rodrigues, coordenadora do CDT (Centro de Difusão de Tecnologia). Na sequência, os professores trabalham o tema em sala de aula de acordo com as disciplinas e estimulam que os alunos observem o meio ambiente ao redor, tanto escolar quanto residencial. "As fotografias podem ser produzidas de qualquer equipamento, como câmera, celular ou tablet. Quem não possuir, pode representar por meio de desenhos."

Após seleção prévia feita pelas escolas, os trabalhos – sem limitação de número - devem ser postados até o dia 15 de junho na página do Facebook do Projeto Folha Cidadania (www.facebook.com/folhacidadania). Uma comissão julgadora, formada por membros do Iapar, NRE e Grupo Folha de Comunicação, fará a seleção final das melhores imagens e textos de acordo com requisitos de avaliação. Por sua vez, os trabalhos selecionados pela comissão serão apresentados em meio físico (cartazes ou banners) e digital no evento de aniversário do Iapar, dia 29 de junho, e os vencedores anunciados na ocasião. Os trabalhos vencedores serão publicados na página Folha Cidadania, da Folha de Londrina e, também, nas redes sociais.

AULA PRÁTICA SOBRE CLIMA E CONSERVAÇÃO DO SOLO
Alunos do sétimo ano do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches estiveram na instituição onde receberam informações técnicas sobre clima e solo, além de conhecer as áreas de atuação de pesquisa, como melhoramento genético vegetal. "O trabalho de pesquisa do Iapar é voltado, principalmente, à agricultura econômica sustentável pela adoção de técnicas inovadoras", explica Natham Caldama, mestrando em agrometeorologia. Dentre as técnicas, ele ressalta a importância em saber lidar com as condições do tempo para o melhor planejamento. "As estações (convencionais e automáticas) para medição permitem que tenhamos um sistema de monitoramento com radares que preveem as gotículas de água e as imagens de satélite conseguem ver as temperaturas nas nuvens", completa ele, falando ainda sobre ciclo hidrológico e importância dos ventos e pressão atmosférica.

Em seguida, os alunos puderam conhecer de perto diferentes tipos de solo existentes, suas formações rochosas e tocar em cada um para sentir as texturas. Também viram de perto um pluviômetro, instrumento que mede a quantidade de chuva que cai em determinado lugar ou época, indicando excesso ou escassez. Os monitores ainda falaram sobre o Alerta Geada, serviço informa gratuitamente aos cafeicultores a probabilidade de ocorrência de geada na região cafeeira com antecedência de 48 e 24 horas, que começou em março e vai até o fim do inverno. O projeto é mantido desde 1995 pelo Iapar e Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná) em parceria com o Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural).

Um dos pontos da visita à instituição é do lado externo do CDT (Centro de Difusão de Tecnologia) para que os alunos presenciem o funcionamento de um mini simulador de chuva, que possui uma divisão de plantio com palhada e sem palhada. No momento em que a "chuva" começa a cair, é possível ver a diferença da quantidade de água que escorre nos solos. "A palhada deixa o solo mais úmido, pois retém a água na terra. Quanto menos proteção o solo tiver, mais fácil a água e leva tudo. Imaginem isso e grandes proporções e o estrago que a falta de cuidados com o solo pode causar", explica um dos monitores, lembrando ainda os efeitos das construções sem planejamento que retiram toda as áreas de solo e grama, com calçamento indiscriminado. "Comecem a observar todas essas questões no cotiano de vocês para que possamos mudar o comportamento das pessoas na cidade."

Marian Trigueiros
Reportagem Local


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