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04/06/2018

"Folha Rural" e "Multi TV" destacam programa Café do IAPAR

“FOLHA RURAL” E “MULTI TV” DESTACAM PROGRAMA CAFÉ DO IAPAR(04/06/2018) Edições deste final de semana do suplemento da “Folha de Londrina” e do programa “Multi Agro” do canal 520 da NET, que vai ao ar às 8hs da manhã deste domingo (03/6), trazem entrevista com o pesquisador Gustavo Sera sobre as realizações e desafios do IAPAR em pesquisas de melhoramento genético do Café, visando melhorar a renda do produtor rural paranaense.

"Com uma bebida de qualidade, 30 hectares de café podem render o mesmo que 200 hectares de grãos como a soja", calcula o pesquisador Gustavo Sera

O tema do Multi Agro desta semana é o café. Luly Turquino esteve com sua equipe no Iapar (Instituto Agronômico do Paraná) para conhecer as pesquisas que a instituição realiza voltadas à cafeicultura, um trabalho que ultrapassa 40 anos. As linhas de pesquisa são diversas. Há estudos para o aumento da produtividade do material genético, para resistência a doenças como a ferrugem, o bicho mineiro, nematoides e intolerância ao calor e a seca.

De acordo com Gustavo Sera, pesquisador de melhoramento genético do café, "tudo isso é para aumentar a rentabilidade do produtor. Tendo mais produtividade, ele terá maior volume de café e vai poder diminuir o custo da produção, pois não terá que aplicar mais fungicidas nas plantas, por exemplo".

Em todo o País, segundo Sera, as cultivares mais plantadas são Catuaí e Mundo Novo. Porém, os agricultores paranaenses já estão se acostumando a cultivar variedades diferentes. Um dos trabalhos do Iapar, frisa ele, é desenvolver essas variedades com ciclos de maturação distintos para que o produtor possa ter mais tempo para fazer a colheita - período geralmente realizado entre maio e setembro. Uma das cultivares do instituto, a IPR 107 é classificada como semi-precoce e tem seu período de maturação entre abril e maio. A IPR 98 em junho; a IPR 99 em julho e as IPR 100 e 103 no final de julho até começo de agosto.

Marcos Zanutto

Com essas opções de cultivares o cafeicultor tem condições de distribuir a colheita em quatro meses, ao invés de colher tudo em um único período. O que, de acordo com Sera, diminui o custo de produção, por exigir um secador de café de menor porte, assim como a infraestrutura da propriedade.

Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra de café no Brasil deve ficar entre 54 e 58 milhões de sacas, aproximadamente 30% a mais que em 2017. Gustavo explica que o produtor brasileiro tem, em média, produtividade de 25 sacas beneficiadas por hectare. "Se o cafeicultor tiver uma produtividade de 40 sacas por hectare, ele vai ter uma lucratividade boa e vai poder adotar a mecanização, diminuindo o custo de produção." A colheita responde por 40% do custo de produção. Com a mecanização, além de resolver problemas com a falta de mão de obra, há importante redução nas despesas.

Há tempos o Paraná perdeu o título de principal produtor de café, porém a cultura ainda representa uma importante alternativa de produção, especialmente para a agricultura familiar. Sera destaca o trabalho realizado pelo Iapar a favor da diversificação de culturas nas propriedades e o potencial do café nesse processo. "Caso o produtor consiga atingir produtividade acima de 40 sacas e mecanizar a lavoura, ele teria uma rentabilidade até dez vezes mais que em outros grãos. Com uma bebida de qualidade, 30 hectares de café podem render o mesmo que 200 hectares de grãos como a soja", calcula o pesquisador.

Nesta edição do Multiagro o público também poderá conferir detalhes do processo de colheita do café. O programa vai ao ar domingo (3) às 8h na MultiTV (canal 20 e 520 da NET), com reprises diárias.


Mariana Tocci
Grupo FOLHA
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